Eu desenvolvo software sob medida que lê a geometria do modelo BIM, aplica a regra de obra como ela é de verdade e entrega um número rastreável: o mesmo com qualquer operador. Abaixo, um sistema real que já está em produção.
Toda empresa de construção tem um processo que custa caro e mora fora do software: ele vive numa planilha e na experiência de quem a preenche. Difícil de auditar, impossível de reproduzir igual, e refém de uma pessoa.
Eu não vendo ferramenta de prateleira. Eu entro nesse processo específico, entendo a regra como ela funciona na obra e transformo isso em software que roda em produção.
O que eu faço
Quando o levantamento é feito na unha, cada revisão custa horas e nunca sai igual. Eu calculo direto do modelo, com a regra da sua obra.
A informação já existe no modelo, mas presa. Eu tiro dela quantitativos, tabelas e parâmetros prontos para orçar e decidir.
Número em planilha ninguém confere. Eu devolvo o dado no modelo colorido e em painel, para você bater o olho e ver se faz sentido.
Modelo, planilha e ferramentas que não se falam viram retrabalho. Eu conecto o que hoje é copiado e colado à mão.
Case real · em produção
Não é protótipo nem demonstração. É software que roda em produção, calculando o orçamento de fôrma de uma empresa de locação e industrialização de fôrmas de concreto.
Para orçar uma obra, alguém precisa calcular quantos m² de fôrma cada pavimento consome. E, principalmente, quanto disso é material novo e quanto é reaproveitamento do pavimento de baixo.
Isso era feito na mão, em planilha, lendo o projeto. É um cálculo de geometria real (cada face de cada pilar, viga e laje), com regras de obra (jogo de fôrma, ciclo de reescoramento, limite de usos, prumada) e o julgamento de quem tem experiência. Demorado, difícil de auditar, impossível de repetir igual.
É por isso que esse cálculo não podia depender de quem estava preenchendo a planilha naquele dia.
Eu desenvolvi um sistema que roda dentro do Revit, via Dynamo em Python, e calcula a fôrma elemento a elemento, face a face, a partir da geometria do modelo. Não é estimativa por perímetro × pé-direito: é a área real de cada face.
Para cada face, se aquela fôrma é nova, reaproveitada, ou compensada (reaproveita parte e complementa o resto).
Registra o rastro do doador: de qual elemento do pavimento de baixo a fôrma veio. Doação única, porque uma peça física não pode estar em dois lugares.
Detecta quando o limite de usos é atingido e a torre inteira precisa de material novo.
Trata pavimento atípico e tipo, ciclo de reescoramento, mudança de seção e de pé-direito, laje que divide a face da viga, viga que atravessa o pilar.
O que o cliente recebe
Novo, reaproveitado ou compensado. Dá para conferir visualmente, elemento por elemento, se o número faz sentido.
Gerado direto do modelo, pavimento por pavimento, já com majoração, arredondamento e a nomenclatura comercial da empresa.
Para navegar o modelo sem precisar de Revit instalado.
Para ler a obra inteira por indicador.
Abra qualquer peça e veja por que o sistema decidiu aquilo.
A profundidade por trás
O que está em produção hoje:
Cada tipo de elemento tem sua própria regra de fôrma:
O que isso muda
Como eu trabalho
Entendo o processo como ele é hoje: onde dói, o que consome tempo, qual número precisa ser confiável.
Escrevo a regra junto com quem executa. É aqui que o software deixa de ser genérico e passa a valer.
Construo a solução e testo contra os casos difíceis, não só o caso feliz.
Rodo em um projeto de verdade e comparo com o que a equipe já sabe, elemento por elemento.
Deixo a regra documentada e a operação nas mãos da sua equipe. A inteligência fica na empresa, não comigo.
Stack: Revit · Dynamo · Python · IFC · Power BI · Excel. A tecnologia é meio. O que resolve é a regra de obra bem modelada.
Perguntas frequentes
Me conta a dor. Se der para transformar em software que roda sozinho, eu te digo como.
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